Os Estados Unidos e o Irã estão mais perto de assinar um acordo para interromper a guerra e reabrir o Estreito de Ormuz, segundo autoridades ouvidas pelas agências Bloomberg e Reuters, que afirmam que a assinatura do pacto poderia ocorrer já no domingo, em Genebra, na Suíça. A imprensa estatal iraniana, porém, diz que as informações são falsas. As negociações estariam avançando às margens das preparações para a cúpula do G7, que será realizada em Evian, nos Alpes franceses, que começa na segunda-feira (15) e se estende até quarta-feira (17). Uma autoridade do alto escalão do Irã afirmou que um acordo é provável, segundo um representante do G7 ouvido pela Bloomberg.
Outra fonte integrante do grupo das sete maiores economias do mundo disse que os países devem assinar um memorando de entendimento, e não um pacto definitivo. Genebra, que fica próxima ao local onde a cúpula do G7 será realizada, está sendo considerada como possível local para assinatura do entendimento já no domingo, segundo pessoas familiarizadas com os planos ouvidas pela Bloomberg. No entanto, uma das autoridades alertou que o Irã ainda não confirmou estar pronto para uma cerimônia de assinatura e que as negociações entre Teerã e Washington têm sido lentas desde o início da guerra. Ainda de acordo com a Bloomberg, outra autoridade do G7 confirmou que os dois países estariam mais próximos de um acordo.
No entanto, advertiu que avanços diplomáticos anteriores acabaram não se concretizando em um entendimento entre as partes. A imprensa estatal iraniana afirmou, citando o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do país, Esmaeil Baghaei, que a maior parte do acordo havia sido finalizada, mas que uma decisão ainda não foi tomada. "Não chegamos a uma conclusão definitiva sobre essa questão", disse Baghaei. "Trata-se de um assunto muito importante que atualmente está sendo analisado pelas instâncias decisórias competentes."
Ontem, na Casa Branca, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse a jornalistas ter fechado um "excelente acordo" para encerrar a guerra. "O estreito será oficialmente reaberto assim que assinarmos o acordo, o que pode acontecer em breve, muito em breve, talvez neste final de semana na Europa", afirmou ele. Questionado se o líder supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei, havia aprovado o acordo, Trump respondeu: "Pelo que entendo, a resposta é sim." Outro diplomata ouvido pela Bloomberg afirmou que ainda não está claro se o acordo recebeu o aval de Khamenei, que tem a palavra final sobre as principais decisões de política externa e militares desde o início da guerra.
Uma fonte ocidental disse à Reuters que a redação do memorando ainda estava sendo finalizada e que o Irã mantinha sua posição de que o acordo também deve pôr fim aos combates no Líbano, onde Israel vem lutando contra a milícia Hezbollah, apoiada pelo Irã. O objetivo seria finalizar a redação até sábado para que o acordo possa ser assinado pelo vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, e pelo presidente do Parlamento iraniano, Mohammed Baqer Qalibaf. Nenhum local havia sido definido, mas Genebra estava se destacando como o mais provável.