O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) visita Minas Gerais amanhã para participar da entrega de um hospital em Divinópolis (MG) e conversão do Hospital Luxemburgo em unidade 100% SUS, em Belo Horizonte. Ainda sem palanque definido no Estado, o presidente cumprirá as agendas sem a presença dos pré-candidatos avaliados pelo PT para um possível apoio nas eleições. O presidente deve aproveitar a viagem para conversar com lideranças locais sobre a formação de palanque no Estado para sua candidatura à reeleição. Nesta quinta-feira, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, se reuniu virtualmente com representantes da legenda em Minas para discutir o cenário eleitoral, mas sem avanços.

Após a desistência do senador Rodrigo Pacheco (PSB) de concorrer ao governo de Minas Gerais, o diretório estadual do PT definiu a preferência pelo lançamento de uma candidatura própria, sem descartar o apoio de um candidato de outra legenda. Um dos nomes cotados é do ex-presidente da Câmara dos Vereadores Gabriel Azevedo (MDB), que não participará dos eventos com o presidente Lula. Outro nome avaliado pelo PT para um possível apoio, o ex-procurador-geral de Justiça, Jarbas Soares Júnior, informou que “gostaria muito de estar com o presidente da República”, mas está fora do Brasil nesta semana. Ele observou que o Hospital Universitário da Universidade Federal de São João del-Rei (HU-UFSJ), em Divinópolis, é um dos sete hospitais regionais previstos para serem concluídos com recursos do Acordo de Brumadinho, fechado entre a Vale e órgãos públicos em 2021.

O ex-procurador geral teve papel decisivo nas negociações que garantiram o acordo. O ex-prefeito Alexandre Kalil (PDT), cujo nome ainda é defendido por uma ala do PT, embora tenha sido descartado por Edinho, também ficará fora das agendas com o presidente amanhã. Segundo a assessoria de imprensa, Kalil não tem motivos para participar das agendas. Nem a pré-candidata ao Senado, ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT) participará da agenda com Lula.

Ela está em viagem de pré-campanha no interior do Estado. Pela manhã, Lula visita o Hospital Luxemburgo, da Rede Mário Penna, em Belo Horizonte, que será transformado em unidade com atendimento 100% feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Ele será acompanhado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que deve anunciar novos recursos para o hospital. Além de investimentos para aumento do número de leitos, o hospital contará com novo equipamento de radioterapia para tratamento de câncer.

À tarde, Lula participa, junto com os ministros Leonardo Barchini (Educação) e Alexandre Padilha (Saúde), da inauguração do Hospital Universitário da Universidade Federal de São João del-Rei (HU-UFSJ), em Divinópolis, na região centro-oeste do Estado. A unidade, voltada ao atendimento de média e alta complexidade em clínica médica, cirurgias e materno-infantil, faz parte da Rede HU Brasil e será referência em assistência a saúde, ensino e pesquisa. Construído e equipado pelo Governo de Minas Gerais, o hospital foi doado à Universidade Federal São João Del-Rei. A rede HU Brasil assumiu a gestão da unidade por 20 anos, ao custo previsto de R$ 341 milhões por ano.

São R$ 111 milhões do Ministério da Saúde e R$ 220 milhões do Ministério da Educação. O hospital terá, ao todo, 198 leitos e fará atendimento 100% pelo SUS. O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), não participará do evento. Ele cumpre agenda em Governador Valadares (MG), na região leste do Estado.

A inauguração de hospitais regionais é uma das principais bandeiras do governador e pré-candidato à reeleição. Aliado do ex-governador Romeu Zema (Novo), Simões faz oposição a Lula.