Woody e Buzz são passado em 'Toy Story 5' - e isso é ótimo Não é de hoje que a tecnologia está entre as principais preocupações de pais na criação dos filhos – em especial, a relação das crianças com as telas. Em "Toy Story 5", esse medo é compartilhado pelos protagonistas. g1 já viu: 'Toy Story 5' prova que não precisa de Woody e Buzz com protagonista nova, humor e ternura

O novo filme da franquia sobre o que brinquedos fazem quando não estamos olhando estreia nesta quarta-feira (17) nos cinemas brasileiros com uma nova heroína no comando e uma nova/antiga ameaça. O grande antagonista da vez é uma tablet infantil dada à jovem dona dos bonecos. A esperança é que o aparelho a ajude a fazer amigos. Mas Jessie, a vaqueira da turma de Woody apresentada em "Toy Story 2" (1999) e alçada a protagonista ao final do quarto filme, não acredita que a novata seja a forma ideal de criar conexões verdadeiras.

A disputa entre brinquedos analógicos e tecnologia não é novidade, é claro. Existe pelo menos desde os anos 1990, com a popularização de videogames, mas os criadores da animação acreditam que agora o assunto é inevitável. "Provavelmente poderíamos ter feito há cinco anos, mas levamos esse tempo todo para fazê-lo (o filme)", diz a produtora Lindsey Collins em entrevista ao g1. Parte da equipe do estúdio Pixar desde 1997, ela fez parte do desenvolvimento de clássicos como "Wall-E" (2008).

"Ah, toda criança no mundo, e todo pai no mundo, todo mundo no mundo lida com a realidade do que é ter tecnologia em suas vidas, e o conflito sobre quanto tempo você dedica a ela." Tec é o novo 'Woody mais Buzz'? A ideia nasceu do veterano Andrew Stanton. Depois de escrever todos os filmes da série, ele assume a direção pela primeira vez, ao lado da estreante McKenna Harris.

Nesses sete anos desde "Toy Story 4", o estúdio procurava o cineasta ideal para contar um novo episódio da franquia. Até que o diretor de "Procurando Nemo" (2003) avisou que tinha a ideia certa para Jessie. "Obviamente, depois disso, levamos um longo tempo para chegar até a história do filme", afirma Collins. "Mas eu acho que teve um momento de verdade em que todos pensamos: 'Ah, Jessie mais tecnologia no mesmo quarto…'. Parecia quase como foi com Woody mais Buzz, sabe?"

Ela se refere, é claro, à antiga dupla de protagonistas. Os dois até dão as caras no filme, mas ajudam a fortalecer a posição da ruivinha como líder. Por isso, o roteiro assinado pelos diretores também explorou um pouco mais do passado da boneca, que, ao contrário do cowboy e do astronauta, já está em sua terceira humana. A pequena Bonnie, atual dona de Jessie, aliás, também ganha uma importância inédita na série, que sempre deu muito mais atenção aos brinquedos.

"Acho que esses dois elementos nos levaram a pensar que essa é uma história um pouco diferente para 'Toy Story', de uma maneira boa, em relação às anteriores." Para muitos especialistas, "Toy Story 5" tem potencial para conseguir mais de US$ 1,5 bilhão em bilheterias ao redor do mundo. O valor a colocaria no top 5 das maiores arrecadações de animações de todos os tempos – o topo pertence ao fenômeno chinês "Ne Zha - O Renascer da Alma" (2025), com mais de US$ 2,2 bilhões obtidos quase exclusivamente na China. Certamente seria o suficiente para fazer do filme uma das maiores bilheterias de 2026, ano que tem dado esperança à indústria, que vê sinais de crescimento após quedas sucessivas em arrecadações desde a pandemia.