Argentina 0 x 3 Brasil | Gols | Fase de grupos | Sul-Americano Sub-17 A Comissão Disciplinar da Conmebol suspendeu por quatro meses o atacante Eduardo Conceição, da seleção brasileira sub-17. Ele foi enquadrado por discriminação no artigo 149 do regulamento do Sul-Americano da categoria, disputado em abril. A decisão inclui uma solicitação à Fifa para que o gancho tenha efeito mundial – o que o afastaria de todas as competições até o fim do período de suspensão.

Eduardo Conceição, do Palmeiras, comemora gol no Sul-Americano sub-17 Eduardo Conceição, jogador da base do Palmeiras, protagonizou uma confusão com o meia Benítez na vitória por 3 a 0 do Brasil sobre a Argentina nas quartas de final do torneio, disputado em abril, no Paraguai. O brasileiro acusou o rival argentino de racismo no segundo tempo, mas o árbitro da partida, David Ojeda, não aplicou o protocolo antirracismo. Depois, no fim da partida, ao marcar o terceiro gol, Conceição comemorou imitando um macaco em protesto.

Clima quente após o apito final de Brasil 3 x 0 Argentina Sub-17 A Conmebol também aplicou a punição ao meia Benítez, da Argentina, pelo mesmo artigo. Segundo a imprensa argentina, a federação local recorreu da punição. O gancho, se mantido, pode afetar ambos durante a preparação para o Mundial Sub-17, que será disputado no Catar, em novembro.

Se a Fifa acatar o pedido da Conmebol, eles também não poderão entrar em campo por seus clubes. Aos 16 anos, Eduardo Conceição é visto como um dos atletas mais promissores da base do Palmeiras. Recentemente, o clube rejeitou proposta de cerca de R$ 150 milhões pelo atacante. Ao ge, em entrevista realizada na semana passada, mas que ainda será publicada, o palmeirense comentou sobre o episódio contra a Argentina:

– Depois que sofri o ato, coloquei na cabeça que ia fazer o gol e fazer o macaco, responder na mesma moeda para deixá-los bravos e mostrar que não me abalei. Foi um alívio, o que eles estavam fazendo não era agradável. Quando fiz o gol, fiquei feliz – disse o jogador. O Palmeiras já se viu em um caso parecido, há três anos.

Bruno Tabata, então jogador alviverde, fora suspenso pelos mesmos quatro meses pela Conmebol, por atos racistas. O jogador e o clube, porém, entenderam que houve um erro, pois o meia-atacante estava relatando atos praticados por torcedores do Cerro Porteño, em jogo no Paraguai. O Verdão à época recorreu, mas a Conmebol manteve o gancho.