Atacantes do Botafogo-SP ainda não marcaram nesta temporada A Trexx Sports Empreendimentos e Participações LTDA., de propriedade de Adalberto Baptista, passou a ter a maior parte da Botafogo SA, sociedade feita com o Botafogo Futebol Clube. Com isso, o investidor e presidente do Conselho Administrativo da SA, agora torna-se o sócio majoritário da SAF do Tricolor, cargo que pertencia ao BFC, que segue apenas como acionista. Adalberto Baptista, presidente do Conselho Administrativo da Botafogo SA, que forma a SAF do Botafogo-SP Rodrigo Corsi/Ag. Paulistão A mudança ocorre por conta de uma decisão judicial, proferida nessa segunda-feira, movida pela Border Intermediações de Negócios Esportivos LTDA e por Paulo Henrique Francez contra o Botafogo Futebol Clube e o Instituto Botafogo Social por dívidas por conta de um extinto projeto de intercâmbio do clube. Era o Botafogo Academy, que funcionava no CT do antigo clube Olé Brasil. O nome é o mesmo do novo CT do Botafogo, às margens da Rodovia Cândido Portinari, e que já está em atividade. Como o BFC não tem fonte de receita ou bens penhoráveis, o patrimônio atual é formado pelas cotas dentro do acordo da Botafogo SA e pelo estádio Santa Cruz. Botafogo Academy tinha projetos de intercâmbio. Na foto, de 2014, garotos de Benin participaram das atividades Divulgação/Ag. Botafogo Desta forma, nesta ação, a Justiça determinou a penhora das cotas que o BFC possuía no acordo com a SA. Segundo a juíza Rebeca Rebeca Mendes Batista, da 10ª Vara Cível, a Trexx tinha o direito de preferência para adjudicação das cotas. Ele foi exercido após a companhia depositar R$ 966.231,97 para ficar com as 966.232 ações da SAF envolvidas neste processo. Cada cota foi vendida a R$ 1. Cadeiras cativas do Estádio Santa Cruz, casa do Botafogo-SP, em Ribeirão Preto (SP) Douglas Moreti/Ag.Paulistão Na ação, o BFC apresentou embargos contra a adjudicação das cotas e alegou, inclusive, ilegitimidade passiva e nulidades processuais para que a Trexx ficasse com as ações, mas a juíza apontou que o Código de Processo Civil de 2015 extinguiu esse tipo de recurso. A magistrada ainda classificou a conduta do BFC como sendo de má-fé ao apresentar argumentos já analisados anteriormente como recursos para, segundo ela, retardar o andamento e o desfecho do processo. Por isso, uma multa de 5% do valor da causa foi aplicada ao Botafogo Futebol Clube, representando R$ 48,3 mil, além dos honorários advocatícios, fixados em 10% do valor da multa. A decisão ainda é sujeita a recurso. O Botafogo Futebol Clube foi procurado pela reportagem, mas ainda não havia se manifestado até a última atualização da notícia. Mais uma disputa Além desse trâmite processual, BFC e Adalberto Baptista ainda disputam o rompimento da sociedade na Câmara de Comércio Brasil Canadá, órgão particular destinado a resolução de entraves judiciais empresariais. Entre as alegações, o clube diz que a empresa que administra o futebol profissional do Tricolor e parte do estádio não cumpre os repasses previstos na Lei da SAF, além de tomar decisões unilaterais sem ou com pouca participação de membros do BFC, entre outros questionamentos. Botafogo Futebol Clube entra com processo para romper contrato da SA No entanto, ainda não há um prazo para que o caso seja analisado e, posteriormente, julgado pela Câmara. Caso o BFC saia vencedor, além de destituir a Trexx, deve ter metade do valor pago à Câmara, estimado em R$ 800 mil, reembolsado pela empresa, que não quis fazer o pagamento dividido para início do processo conforme deve acontecer em casos de divergência entre os sócios.