Goleira do Palmeiras estuda gestão inspirada em Leila Pereira: "Sou fã dela" – Você tem risco alto de morrer, Natascha, de sofrer um mal súbito no campo. Não pode se esforçar, não pode mais jogar futebol. As palavras do médico atingiram a goleira Natascha Honegger, hoje no Palmeiras, como um soco no estômago.
Estava no laboratório de um hospital, em São Paulo, para exames de rotina, em sua oitava temporada como atleta. O diagnóstico de uma arritmia cardíaca, chamada síndrome de QT Longo, transformou a vida em pesadelo. CTA: 🔍 adicione o ge nas suas fontes favoritas do Google Foi retirada dos treinos, dos jogos, pediu sigilo ao Corinthians, onde jogava, e esperou.
– Não contei para minha mãe, nem meu pai. Fiquei depressiva, porque para mim o mundo caiu. Treinava escondido e decidi: mesmo se eu tiver isso, quero continuar jogando. Porque se acontecer, pelo menos iria ser com uma coisa que amo, sabe?
A gente nunca sabe quando vem a morte, então não queria limitar minha vida – disse Natascha. Foram quatro meses convivendo com o medo da morte súbita. Até descobrir que todo o transtorno, o receio, a angústia, poderiam ter sido evitados: tudo não passou de um erro da clínica onde fez os exames de pré-temporada. Mais notícias do Palmeiras:
+ Leila defende Abel e diz que nem marido opina + Paulinho é denunciado por comemoração no Maracanã Goleira Natascha Honegger guardou atestado médico de liberação após susto que a tirou dos gramados por quatro meses Quatro anos depois, Natascha compartilha a história publicamente pela primeira vez.
Foi o motivo que a fez se transferir ao Flamengo por empréstimo, em 2022, buscando uma mudança de ares depois de a equipe médica dedicada ao caso conseguir o novo resultado. Testaram 40 doenças, eu não tinha nada. Tirei até uma foto com o papel de que estava liberada, porque parecia um troféu. Mudou o rumo da minha vida, da minha história.
Natascha construiu assim, entre o medo, as conquistas e as dores, a personalidade determinada da goleira de 28 anos que cresceu enfrentando limites no futebol. Aos 48 do 2º tempo - IMAGENS FORTES! Natascha torce pé esquerdo e sai do gramado chorando Conquistou a Copa América de 2022, o Paulista de 2024 e hoje, no Palmeiras, enquanto vive o fim da recuperação de uma lesão multiligamentar no joelho, concilia o treino com os estudos por uma opção de rota para o futuro: quer trabalhar com gestão esportiva.
– Uma grande inspiração para mim é a presidente Leila Pereira. Pela capacidade de decidir sob pressão, de assumir a responsabilidade. As decisões não vão agradar a todo mundo, e ela sempre se mantém firme. É muito clara e consistente no que faz, e dá para ver a visão de gestão dela em longo prazo.
Sou muito fã – conta a goleira. + Siga o ge Palmeiras no WhatsApp Leila Pereira e Natascha Honegger, goleira do Palmeiras, na Arena Crefisa Barueri Criada na Suíça, com dupla nacionalidade brasileira, Natascha começou a trabalhar aos 15 anos, formou-se em contabilidade aos 18, em uma espécie de curso técnico no país, e agora estuda economia com foco em gestão esportiva em uma faculdade online da Suíça.
– A vida de atleta é muito rápida, então precisa ter um plano para depois. Quero melhorar essa questão do futebol masculino e feminino, unir mais e ser um exemplo também. Palmeiras vence Corinthians e é campeão da Supercopa Feminina Natascha, contudo, ainda tem história a escrever antes de migrar do campo para os bastidores do futebol.
Em uma década de carreira, passando por quatro clubes na Suíça, o Paris FC na França, além de Corinthians, Flamengo e por fim Palmeiras, onde está desde 2024, a goleira avança na recuperação pensando nos sonhos que, como atleta, espera cumprir. Ela vinha jogando pelo Palmeiras e pela seleção brasileira quando rompeu os ligamentos cruzado anterior, colateral medial e o do menisco do joelho, em maio do ano passado. – Tudo mostra minha capacidade de superação. Porque depois que você começa a depender das pessoas para coisas simples... é muito difícil.
Mas sabia que sairia mais forte. – Estou em um caminho bom, mentalmente também, é voltar, ter ritmo e a longo prazo pensar na Copa de 2027, porque quero renovar essa foto aqui – diz Natascha, mostrando a imagem de campeã da Copa América enquadrada na parede de casa. Quero ser campeã mundial, ainda mais aqui no Brasil, em casa. + Veja mais notícias do Palmeiras
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