
Torcedor de Carteirinha: como Juçara Sampaio vive seu amor pelo Grêmio A série Torcedor de Carteirinha conta histórias de pessoas não apenas apaixonadas pelos clubes do Gauchão, mas que contribuem como sócios há longo tempo. Nesta e nas outras reportagens serão apresentados personagens que estão entre os associados mais antigos de cada equipe. No episódio de hoje, o destaque é Juçara Sampaio, sócia do Grêmio há mais de 40 anos. A história de Juçara Sampaio se confunde com a do Grêmio. Desde a infância, aprendeu a amar o Tricolor de mãos dadas com o pai, Miguel. Mesmo morando em Palmeira das Missões, no Norte do Estado, o caminho até o Estádio Olímpico era frequente e a distância de 380 km nunca foi obstáculo. Juçara Sampaio nutre o amor pelo Grêmio que aprendeu com o pai Miguel. André Ávila / Agencia RBS Com o passar dos anos, esse amor não apenas permaneceu, mas amadureceu. E foi justamente naquela que chamava de sua "segunda casa" que começou a construir também a sua própria família. Em 1983, viajou a Porto Alegre para ver o Grêmio conquistar a América. Voltou com o título — e com algo ainda maior. + Confira a tabela completa do Gauchão — Naquele jogo, conheci meu marido. Vim para ver o Grêmio e fomos apresentados por um amigo. A partir dali, começaram as histórias. Eu vinha, às vezes ele ia. Depois, nos casamos e seguimos vindo juntos ao Olímpico. É uma história linda com o Grêmio — relembra a aposentada de 77 anos, que é sócia do Tricolor há mais de 40. Da união com Luiz Carlos nasceu mais do que uma família, nasceu a continuidade de um amor. Na filha, Luizi, plantaram a mesma paixão que receberam de seus pais, criando-a entre arquibancadas, cantos e bandeiras. — A gente trazia ela desde pequenininha. O que ela mais gostava era o gol. Abraçava o pai, beijava, ficava toda faceira. Construímos uma família e nunca deixamos de participar dos jogos. Com 77 anos, ela é sócia do Grêmio há mais de 40 anos. André Ávila / Agencia RBS O tempo passou, mas o sentimento jamais se esgotou. Pelo contrário, hoje, Juçara conta suas histórias com orgulho, como quem guarda preciosidades. — Teve uma vez que quebrei a costela num jogo. O Junior Viçosa fez um gol contra o Cruzeiro, teve a avalanche, e ali eu quebrei a costela. Doeu muito, mas não deixei de ir aos jogos, ficava sentadinha, sem vibrar tanto (risos). Agora, os sonhos seguem vivos, esperando sua vez de se tornarem realidade — Queria mais uma Copa do Brasil e uma Sul-Americana, que ainda não temos. Das arquibancadas, Juçara continuará apoiando e vibrando pelo clube do coração — um amor herdado do pai, vivido intensamente e que seguirá como herança para a filha.