Lanús 1 x 0 Mirassol | Melhores Momentos | 6ª rodada | Conmebol Libertadores 2026 Vestir as cores brasileiras em território argentino nunca é uma missão das mais fáceis, mas ao fazer isso, na última terça-feira, o Mirassol não esteve sozinho. Isso porque, pela primeira vez, o clube se viu acompanhado de sua torcida em um jogo internacional. Mesmo com a vaga nas oitavas de final da Libertadores conquistada de maneira antecipada, um grupo de cerca de 100 torcedores embarcou para Buenos Aires, onde o Leão acabou derrotado pelo Lanús, no encerramento da fase de grupos.
Embora estivesse garantido no mata-mata, o time amarelo e verde ainda brigava para terminar na liderança da chave e garantir o direito de fazer o segundo e decisivo jogo da etapa eliminatória em território nacional. + Como foi Lanús 1x0 Mirassol + Atuações do Mirassol: dê suas notas Estreante na competição continental, o Mirassol teve outros dois compromissos fora do Brasil anteriormente.
Na derrota para a LDU, em Quito, a presença da torcida ficou inviável por conta da distância (quase seis mil quilômetros de distância) e, consequentemente, uma logística mais complicada. Torcida do Mirassol presente no estádio La Fortaleza, no jogo contra o Lanús, pela Libertadores Diante do Always Ready, o jogo foi transferido de La Paz para Assunção, dois dias antes do jogo. Por mais que a capital paraguaia seja mais próxima, a mudança em cima da hora tornou praticamente impossível a presença dos torcedores.
E, como se isso não bastasse, a partida foi disputada com portões fechados, enterrando de vez qualquer possibilidade de presença até mesmo do mais fanático apoiador, que teve que assistir de casa à vitória que garantiu a vaga nas oitavas. Desta vez, porém, o cenário foi diferente. O clima de festa pela classificação antecipada ganhou ainda mais força com a vitória sobre o Fluminense, no sábado, na "despedida" do Maião antes da paralisação do Brasileirão para a Copa do Mundo. Parte do grupo de torcedores teve até mesmo o privilégio de embarcar com a delegação em voo direto de São José do Rio Preto para Buenos Aires na véspera da partida.
Outros chegaram antes, houve também quem viajou com antecedência e até mesmo de última hora, chegando horas antes de a bola rolar. Uma vez na capital argentina, eles se misturaram e coloriram de verde e amarelo um pedacinho da terra portenha. Torcida do Mirassol em Buenos Aires para jogo contra o Lanús Uma das principais figuras entre os torcedores do Mirassol, Márcio Lhamas, o Marcinho da Fúria, fala em "viver um sonho" ao poder acompanhar de perto o time de coração na Libertadores.
Presidente da organizada Fúria do Leão, ele foi um dos torcedores que teve o privilégio de voar com a delegação até Buenos Aires. – Estamos vivendo um sonho, né? Tudo o que foi sonhado está sendo realizado e, como a galera mais jovem diz, estamos vivendo o extraordinário. É realmente incrível estar fazendo parte e vivendo essa campanha e esse campeonato, que é inédito para nós.
Estamos aqui representando o Brasil e é uma sensação maravilhosa. Marcinho e Jeferson(os dois últimos à dir.) no desembarque com a delegação do Mirassol Para o construtor Jeferson Luis da Silva, esta não é apenas a primeira viagem para longe para acompanhar o Mirassol, como também a primeira vez fora do país. – É uma sensação extraordinária.
Acompanho o Mirassol há mais de 10 anos e essa é a minha primeira vez fora do Brasil, logo para ver o time na Libertadores. Nós vestimos amarelo, assim como o Brasil, é ano de Copa do Mundo e o Mirassol está representando essa cor na Libertadores. No ano passado estivemos no Rio de Janeiro com aquela camisa comemorativa maravilhosa e estar aqui agora é muito emocionante. Quem é de Mirassol sabe bem a tradição que o sobrenome Villa carrega e sua estreita ligação com o clube, em um amor que atravessa gerações.
E foi justamente esse amor que levou as irmãs Theo e Lena Villa à capital argentina. Elas são filhas de Edward Villa, histórico jornalista e comentarista esportivo da cidade, que teve uma contribuição direta e fundamental para o clube. – Me emociono principalmente por lembrar do meu pai, Edward Villa, que Deus o tenha, e de quem tenho muita saudade e gostaria que estivesse aqui presente. Mas tenho certeza de que ele está muito orgulhoso do time.
Ele foi o autor do hino do Mirassol e nosso coração está sempre em campo com ele – comenta Theo. É maravilhoso acompanhar o time e ver que ele está caminhando para colocar seu nome na história do futebol brasileiro. Tenho a certeza de que nas próximas gerações o Mirassol será um time tão grande e tão querido quanto os principais do estado – completa Lena. Theo e Lena Villa, torcedoras do Mirassol