Procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, depõe em audiência do Comitê Judiciário da Câmara dos Deputados em 11 de fevereiro de 2026.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (2) que Pam Bondi não é mais a procuradora-geral dos EUA.
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Após vários veículos de imprensa noticiarem que Bondi foi demitida, Trump confirmou em um post na rede Truth Social que ela não faz mais parte de seu governo.
Entre vários elogios a seu trabalho, disse que ela passará a trabalhar no setor privado e afirmou que Todd Blanche, adjunto da procuradora, assumirá o cargo interinamente.
"Pam Bondi é uma grande patriota americana e uma amiga leal, que serviu fielmente como minha Procuradora-Geral durante o último ano. Pam fez um trabalho excepcional supervisionando uma repressão massiva ao crime em todo o país, com os homicídios caindo para o nível mais baixo desde 1900. Amamos Pam, e ela fará a transição para um novo emprego muito necessário e importante no setor privado, cuja data será anunciada em breve, e nosso Procurador-Geral Adjunto, um jurista muito talentoso e respeitado, Todd Blanche, assumirá como Procurador-Geral interino", afirmou.
Segundo relatos de funcionários da Casa Branca, ouvidos de forma anônima pela imprensa, apesar de ter exaltado Bondi, Trump estava frustrado com o trabalho dela.
Além de ter ficado insatisfeito com a forma como ela lidou com os arquivos de investigação relacionados ao caso Jeffrey Epstein, ele estaria frustrado pelo fato da procuradora não estar agindo com rapidez suficiente para processar críticos e adversários que ele queria que respondessem criminalmente.
Durante seu mandato como principal autoridade policial dos EUA, Bondi foi uma defensora combativa da agenda de Trump e desmantelou a longa tradição do Departamento de Justiça de independência em relação à Casa Branca em suas investigações.
Barbie do ICE foi a primeira baixa do governo Trump
No dia 5 de março, Trump anunciou a primeira demissão de seu governo. Kristi Noem deixou o cargo de secretária de Segurança Interna e foi substituída pelo senador americano Markwayne Mullin, republicano de Oklahoma.
"Tenho o prazer de anunciar que o altamente respeitado Senador dos Estados Unidos pelo grande Estado de Oklahoma, Markwayne Mullin, assumirá o cargo de Secretário de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS), a partir de 31 de março de 2026", afirmou.
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O anúncio foi feito através de um post na rede Truth Social. Nele, Trump disse que agora Noem será enviada especial do governo e elogiou as ações dela, principalmente na fronteira do país, para diminuir o número de imigrantes no país:
"A atual Secretária, Kristi Noem, que nos serviu muito bem e obteve inúmeros e espetaculares resultados (especialmente na fronteira!), passará a ser Enviada Especial para o Escudo das Américas, nossa nova Iniciativa de Segurança no Hemisfério Ocidental, que anunciaremos no sábado em Doral, Flórida. Agradeço a Kristi por seu serviço".
Mullin é senador por Oklahoma desde 2023 e foi lutador de MMA antes de decidir migrar para a política. Em entrevista à imprensa na porta do Capitólio após ser anunciado pelo presidente, ele disse que ele e Noem são amigos, mas ainda não se falaram sobre a substituição.
"Kristi é uma amiga, e ainda não tive tempo de ligar para ela. Ela recebeu a tarefa de realizar um trabalho muito difícil, e acho que ela se saiu da melhor maneira possível dadas as circunstâncias", declarou.
Noem é a primeira secretária de gabinete a deixar o cargo durante o segundo mandato de Trump.
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O Departamento de Segurança Interna, comandado por Kristi Noem, chamada de "Barbie do ICE", vinha sendo alvo de muitas críticas por causa da truculência nas operações contra imigrantes e as duas mortes que ocorreram em Minneapolis.
No fim de janeiro, o governo Trump passou a liderança da investigação sobre o assassinato de um deles, o enfermeiro Alex Pretti, durante um protesto em Minneapolis, que estava a cargo da Divisão de Investigações do Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS na sigla em inglês) para as mãos do FBI.
A decisão de deixar a divisão do DHS na liderança da investigação inicialmente foi incomum e levantou questionamentos entre autoridades policiais federais.
Eles argumentavam que o órgão normalmente não é encarregado de investigar tiroteios envolvendo policiais e não possui a estrutura ou os equipamentos necessários para lidar com elementos essenciais desses casos, como análise balística, perícia forense, exame de armas de fogo, revisão de vídeos e busca de testemunhas em larga escala.
Apesar da pressão feita, inclusive por aliados republicanos, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, seguia defendendo o trabalho de Noem.
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