Editado por Fábio Zanini, espaço traz notícias e bastidores da política. Com Carlos Petrocilo e Gabriela Echenique Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.

Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha. Receba no seu email as informações exclusivas da coluna Painel O ex-prefeito de Macapá Dr. Furlan (PSD-AP) teria desviado mais de R$ 25 milhões para monitorar e atacar adversários nas redes, segundo investigação da Polícia Federal. Entre os alvos, estariam o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP).

Pré-candidato ao governo do Amapá, Furlan foi alvo de uma operação da PF nesta terça-feira (26) por suspeita de desviar recursos públicos para financiar uma rede de milícias digitais. Segundo os investigadores, o valor teria sido usado para pagar influenciadores e empresas de comunicação, divulgar ações, promover o ex-prefeito e atacar adversários. Alcolumbre é o principal rival político de Furlan no Amapá. O irmão do presidente do Senado foi derrotado por ele na disputa à Prefeitura de Macapá em 2020.

Em 2024, o ex-prefeito foi reeleito superando as alianças fechadas por Alcolumbre no estado. Já Randolfe é líder do governo no Congresso Nacional e no estado também atua ao lado do grupo político de Alcolumbre. Na disputa para as eleições deste ano, está na chapa adversária de Furlan.. A operação desta terça complica ainda mais a situação do ex-prefeito.

Em março, Furlan foi afastado do cargo por suspeita de fraudes em licitações. Na época, renunciou ao cargo para evitar a cassação. Quem o afastou do cargo foi Dino, relator do processo no Supremo que investiga desvio de emendas parlamentares. O ministro autorizou buscas contra o ex-prefeito, a primeira-dama e outros investigados.

No TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ele está sendo julgado por abuso de poder econômico e pode ficar inelegível. Em nota, o ex-prefeito negou as acusações e repudiou toda e qualquer prática ligada à disseminação de notícias falsas ou ataques virtuais. "Pautamos nossa trajetória pública no respeito às instituições democráticas, no debate limpo de ideias e no trabalho sério pela população. Práticas que atentam contra a verdade e a ética não refletem os nossos valores e nunca terão espaço em nossas ações", disse. LINK PRESENTE: Gostou deste texto?

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