Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler. Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha. A Modal Participações, empresa do antigo Banco Modal, pediu à Justiça o bloqueio dos eventuais pagamentos a serem feitos pelo Partido Liberal ao publicitário Eduardo Fischer, consultor estratégico de comunicação na campanha de Flávio Bolsonaro.

O pedido de bloqueio foi feito em uma ação na qual a empresa cobra do publicitário uma dívida calculada atualmente em cerca de R$ 114 milhões, incluindo juros, correção monetária e multa. A empresa de participações do antigo Banco Modal disse à Justiça que a função de marqueteiro eleitoral, para a qual Fischer estava sendo cotado, é uma das mais bem remuneradas do mercado publicitário brasileiro, "envolvendo contratos de elevadíssimo valor", e refutou a alegação feita por Fischer no processo de que se encontra em situação de "derrocada financeira". "Nenhum publicitário falido, nenhum profissional verdadeiramente sem patrimônio, é convocado para conduzir o marketing de uma das principais candidaturas à Presidência da República em meio à crise reputacional decorrente do caso Master", afirmou a empresa ao pedir o bloqueio dos pagamentos. A Modal pediu à Justiça que o PL e Flávio sejam obrigados também a informar qual o valor do contrato, os cronogramas de pagamentos e quais serão as fontes pagadoras.

O grupo tenta obter o pagamento judicialmente desde 2021 —o Banco Modal acabou sendo vendido para a XP em 2022 (a ação, contudo, não tem relação com a XP, e, sim, apenas com a Modal Participações, que se desvinculou do banco). A empresa Modal Participações pediu ainda que eles sejam proibidos de fazer os pagamentos a Fischer em contas no exterior. Procurado pela Folha, o advogado Fernando Equi Morata, que representa o publicitário, disse que Fischer não atuará na campanha como responsável pelo marketing político. Segundo Morata, ele será apenas um consultor colaborador da campanha eleitoral de Flávio.

Em relação à dívida, o advogado disse que o publicitário ainda vai apresentar defesa. Segundo ele, Fischer teve problemas financeiros decorrentes de negociações comerciais em que figurou como avalista e está pagando as dívidas na medida das possibilidades. Considerado um dos principais publicitários do país, Fischer foi responsável por campanhas famosas como a da "Brahma número 1" e "A volta do baixinho da Kaiser". Em 2018, atuou na campanha à Presidência de Álvaro Dias (Podemos).

O então candidato teve pouco mais de 859 mil votos (0,80% do total). Flávio decidiu trocar de marqueteiro após a crise envolvendo o áudio ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro no qual ele pede dinheiro para custear o filme do pai, Jair Bolsonaro. Marcello Lopes, conhecido como Marcellão, amigo do pré-candidato, deixou a função. Você tem 7 acessos por dia para dar de presente.

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