Segundo o ex-governador do Rio, não procede a informação de “viagens, passagens ou despesas pessoais” pagas pelo fundador do Master A defesa do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) negou que ele tenha “qualquer relação pessoal indevida” com o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, como indicariam investigações da Polícia Federal. Castro foi alvo na 3ª feira (26.mai.2026) da 8ª fase da operação Compliance Zero. “Os contatos entre ambos aconteceram em agendas oficiais, institucionais e também em encontros sociais e de networking, comuns ao exercício da função pública e à relação com representantes do setor empresarial, sem qualquer tratativa ilícita, favorecimento ou recebimento de benefício pessoal”, afirmou a defesa em nota. A defesa também declarou que “não procede a informação de que viagens, passagens ou despesas pessoais de Cláudio Castro tenham sido custeadas por Daniel Vorcaro, assim como não houve qualquer tipo de benefício pessoal recebido pelo ex-governador”. E concluiu: “A defesa reafirma sua confiança no completo esclarecimento dos fatos e no trabalho das instituições”.

“A defesa do ex-governador Cláudio Castro informa que ainda não teve acesso aos autos do processo na íntegra e, portanto, não pode comentar detalhes de elementos que desconhece na totalidade. “A defesa nega de forma categórica qualquer relação pessoal indevida entre Cláudio Castro e Daniel Vorcaro. Os contatos entre ambos aconteceram em agendas oficiais, institucionais e também em encontros sociais e de networking, comuns ao exercício da função pública e à relação com representantes do setor empresarial, sem qualquer tratativa ilícita, favorecimento ou recebimento de benefício pessoal. “A defesa esclarece ainda que Cláudio Castro não conhece o citado Ricardo, apontado como suposto intermediário ou elo entre ele e Daniel Vorcaro.

“Também não procede a informação de que viagens, passagens ou despesas pessoais de Cláudio Castro tenham sido custeadas por Daniel Vorcaro, assim como não houve qualquer tipo de benefício pessoal recebido pelo ex-governador. “Todos os investimentos realizados pelo Rioprevidência seguiram fluxos técnicos, jurídicos e administrativos próprios da autarquia, dentro dos limites aprovados pelo Conselho de Administração e em conformidade com as regras previstas na Resolução CMN 4.963 de 2021, em operações conduzidas com instituição autorizada e supervisionada pelo Banco Central. “Cláudio Castro jamais integrou qualquer comitê de investimentos do Rioprevidência, não participava das decisões técnicas da carteira da autarquia e nunca exerceu função operacional relacionada aos investimentos realizados pelo instituto, o que demonstra a autonomia técnica dos executivos e órgãos internos responsáveis pelas análises e deliberações. “Assim que surgiram questionamentos sobre operações envolvendo o Banco Master, o próprio ex-governador determinou a adoção imediata de medidas de apuração e controle, incluindo o afastamento da presidência do Rioprevidência e a instauração de procedimento interno pela Controladoria Geral do Estado.

“Cabe ainda ressaltar que, em dezembro de 2025, houve o resgate de aproximadamente R$ 1,4 bilhão de fundo administrado pelo Banco Master, garantindo a proteção do patrimônio previdenciário dos servidores ativos, aposentados e pensionistas do Estado do Rio de Janeiro. “As compras de Letras Financeiras do Banco Master foram encerradas ainda em 2024. Não houve novos aportes após determinação do TCE-RJ. O Fundo Arena foi integralmente resgatado em 2025, sem qualquer prejuízo ao Rioprevidência, e o Fundo Revolution teve pedido de resgate realizado pela autarquia em janeiro de 2026.

“Importante destacar que todos os recursos investidos nos fundos ligados ao Banco Master que foram integralmente recuperados já foram ressarcidos ao caixa do Estado. Parte desses valores, inclusive, foi utilizada para garantir o pagamento da folha previdenciária. “A defesa reafirma sua confiança no completo esclarecimento dos fatos e no trabalho das instituições.” A Polícia Federal afirma que o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), mantinha “vínculo pessoal estreito” com o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro. Segundo os investigadores, a relação teria ido além de contatos institucionais e coincidiu com operações bilionárias envolvendo recursos do Rioprevidência. A informação consta na decisão do ministro André Mendonça, que autorizou a 8ª fase da operação Compliance Zero, deflagrada pela PF na 3ª feira (26.mai.2026).

A investigação apura possíveis crimes financeiros relacionados a aplicações do fundo previdenciário estadual no Master. Leia a íntegra da decisão (PDF – 223 kB). A investigação mira operações que somam cerca de R$ 3 bilhões em recursos do Rioprevidência, fundo previdenciário do Estado do Rio. A PF suspeita de possíveis irregularidades financeiras, favorecimento institucional e descumprimento das regras de governança aplicáveis aos fundos previdenciários estaduais.