Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler. Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha. O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) defendeu o nome da deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) como vice na chapa do seu irmão, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em um post na rede social X, antigo Twitter.
Na postagem, há uma imagem de Zanatta e Flávio abraçados. Eduardo também afirma que a catarinenese é leal e estaria "à altura do cargo". Segundo ele, as críticas da esquerda também seriam indícios de uma boa escolha. Zanatta foi eleita para a Câmara dos Deputados pela primeira vez em 2022 com mais de 111 mil votos.
Ao longo do mandato, a trajetória dela na Câmara ficou marcada pelo motim realizado por deputados bolsonaristas em agosto de 2025, após a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), posteriormente condenado definitivamente por seu envolvimento na trama golpista. A deputada levou sua filha, à época uma bebê de 4 meses, para o meio da multidão que barrava o acesso do presidente da casa, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), à cadeira da presidência. A presidente da Comissão de Defesa da Criança e do Adolescente da seção de São Paulo da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Thaís Dantas, disse na ocasião que a criança foi "usada como objeto" e que havia indícios de violação do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). Motta sugeriu a suspensão do mandato de Zanatta e de outros parlamentares envolvidos por seis meses.
O corregedor da Câmara, deputado Diego Coronel (PSD-BA), sugeriu a pena de censura escrita. O caso ainda está tramitando. A parlamentar também colecionou atritos diretos com parlamentares de esquerda. Ela e a deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ) discutiram na sessão que analisava a prisão do então deputado Chiquinho Brazão, condenado por mandar matar a vereadora Marielle Franco (PSOL).
Zanatta disse que usavam o corpo de Marielle para "fazer política", e Petrone respondeu dizendo a ela que "lavasse a boca" para falar da vereadora. A escolha de uma mulher como vice na chapa de Flávio tem sido defendida por aliados diante do desempenho do senador entre eleitoras. Segundo a pesquisa Genial/Quaest divulgada na quarta (10), Lula (PT) teria vantagem sobre Flávio no primeiro turno de 10 pontos percentuais no eleitorado geral. Já entre as mulheres a diferença sobe para 17 pontos.
O nome da senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura do governo Bolsonaro, também é levantado. Os presidentes do PL, Valdemar da Costa Neto, e do PP, Ciro Nogueira, já demonstraram apoio público ao nome da senadora. Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
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