Editado por Fábio Zanini, espaço traz notícias e bastidores da política. Com Carlos Petrocilo e Gabriela Echenique Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha. Receba no seu email as informações exclusivas da coluna Painel Após mudanças nas áreas que investigam as fraudes do INSS, a cúpula da PF (Polícia Federal) enviou um ofício ao ministro André Mendonça, relator do caso no STF (Supremo Tribunal Federal), dizendo que a mudança foi apenas "burocrática" e não interfere na condução das investigações. O gesto foi feito após o ministro demonstrar irritação e sugerir que mandaria apurar o real motivo para as mudanças.
O ofício foi enviado antes da reunião de Mendonça com os investigadores. A alteração repercutiu negativamente no meio político. A oposição a Lula tem dito que é parte de uma estratégia para blindar o filho do presidente, o Lulinha. Os policiais investigam o envolvimento dele com o lobista do esquema criminoso, Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS.
A PF diz que apenas realocou a Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários sob o guarda-chuva da Coordenação de Inquéritos em Tribunais Superiores, que investiga pessoas com foro privilegiado. O argumento é que os delegados que apuram as fraudes do INSS continuam atuando normalmente no caso e que, na verdade, houve um reforço da equipe. O chefe da divisão que passou pela mudança é o delegado Guilherme Figueiredo Silva, que também foi pego de surpresa com a decisão da cúpula da Polícia Federal. Segundo a corporação, Silva não era o chefe dessa investigação.
Na verdade, são vários inquéritos que apuram as fraudes e que cada um tem um delegado responsável. Alguns integrantes da Polícia Federal dizem, no entanto, que é ele quem tem uma visão geral de todos os inquéritos sobre o tema. Foi ele, por exemplo, quem participou das tratativas de três acordos de delação, incluindo o do empresário Maurício Camisotti, que já assinou acordo com a PF. Silva tem dito a delegados que pretende deixar o cargo de chefia da área responsável por investigar as fraudes.
Após a mudança, ele teria demonstrado insatisfação a amigos mais próximos. Ele já foi informado, no entanto, que se sair terá que deixar por escrito que pretende deixar o caso e que não foi retirado do cargo. A cúpula da PF quer se precaver de acusações de que estaria protegendo o filho do presidente da República. LINK PRESENTE: Gostou deste texto?
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