Editado por Fábio Zanini, espaço traz notícias e bastidores da política. Com Carlos Petrocilo e Gabriela Echenique Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.

Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha. Receba no seu email as informações exclusivas da coluna Painel A campanha de reeleição do presidente Lula (PT) ainda tenta mensurar o impacto da operação contra o líder do governo, senador Jaques Wagner (PT-BA), envolvendo o banco Master, mas defende manter o discurso sobre as fraudes de Daniel Vorcaro contra o adversário Flávio Bolsonaro (PL). Integrantes do PT que atuam na coordenação da campanha dizem que é preciso diferenciar que Jaques é candidato ao Senado, enquanto Lula é o candidato à Presidência.

E que não há qualquer ligação do presidente da República com Vorcaro, diferente da proximidade do banqueiro com o bolsonarista. Por isso, a campanha defende continuar usando o caso Master para desgastar Flávio Bolsonaro. O PT vai insistir no discurso de que é o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro quem visitou o ex-dono do Master, pediu dinheiro a ele e tem relação com o ex-banqueiro. A estratégia de afastar o presidente do senador petista, no entanto, não significa abandonar Jaques Wagner.

O PT vai seguir defendendo o parlamentar e diz que ele tem a total confiança do governo. Petistas admitem que a operação desta quinta-feira (18) deve afetar a candidatura de Jaques Wagner ao Senado, mas o discurso também não deve mudar. O partido quer se segurar no fato de que uma empresa do principal adversário de Lula na Bahia, o pré-candidato ao governo do estado, ACM Neto (União), recebeu dinheiro diretamente do banco Master. Segundo informações do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), uma empresa de ACM recebeu R$ 3,6 milhões do banco de Daniel Vorcaro e da Reag, gestora de recursos suspeita de envolvimento com o crime organizado.

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