Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril. Em um vídeo nas redes sociais, a atriz Isis Valverde contou que precisou ser internada três vezes este ano após passar mal repetidamente em função do quadro de doença celíaca. Embora já soubesse que sofre com a condição, ela acabou sendo pega de surpresa pela contaminação acidental da comida no ambiente de trabalho, o que levou às hospitalizações. Isis aproveitou os episódios para conscientizar sobre essa reação do organismo ao glúten, que pode ser muito agressiva em casos como o dela, exigindo cuidados redobrados de quem prepara a comida.
Isis Valverde revelou que precisou ser internada três vezes no começo do ano, enquanto trabalhava. Aos 39 anos, ela sabe que tem doença celíaca desde os 19, e toma os cuidados necessários para evitar ingerir alimentos com glúten. No entanto, os responsáveis por preparar a comida não tiveram atenção para impedir que os alimentos da atriz passassem por uma contaminação acidental, considerando que seu quadro seria uma espécie de alergia leve. Mas não é assim: em casos mais graves da doença celíaca, como ocorre com a atriz, um simples contato indireto com essa proteína pode gerar sintomas.
“A minha doença celíaca é muito agressiva, nível que se eu tiver contato com alguma coisa, tipo um óleo que fritou glúten e botou alguma coisa ali […] eu vou passar muito mal“, explicou. A doença celíaca é uma condição autoimune em que o corpo reage de forma exagerada ao glúten, uma proteína encontrada em diferentes cereais de uso cotidiano, como o trigo, o centeio e a cevada. Em quem sofre com o problema, o sistema imunológico desencadeia uma resposta que também ocorre em produtos feitos com essas matérias-primas, como pães, o macarrão e até mesmo a cerveja, entre muitos outros. O nível de sensibilidade varia de pessoa para pessoa, mas, em casos mais agressivos, como o de Isis Valverde, não basta apenas evitar produtos com glúten.
Nessas condições, qualquer alimento que tenha tido um contato indireto com algum item com glúten (por exemplo, ao compartilhar a mesma superfície ou utensílios de cozinha) pode acabar gerando as reações típicas do quadro. Na prática, a doença faz com que anticorpos acionados para “combater” o glúten danifiquem a mucosa intestinal, levando a dores de barriga, diarreia ou constipação, dependendo da situação. Sem o devido diagnóstico, o quadro também pode provocar deficiências nutricionais, já que impactam na capacidade de absorver os nutrientes dos alimentos em função de alterações no ritmo gastrointestinal. Pessoas com doença celíaca devem fazer adaptações alimentares para remover itens com glúten da rotina.
No caso de produtos industrializados, o rótulo deve trazer a informação esclarecendo se aquele alimento contém ou não a proteína. A grande dificuldade, como no caso de Isis Valverde, é garantir que nenhum tipo de contaminação ocorra quando a pessoa não tem controle direto sobre os alimentos que consome. Restaurantes e estabelecimentos que anunciam itens livres de glúten devem se certificar de que toda a produção daquela comida é feita em uma área própria, sem qualquer tipo de contato com produtos que contenham a proteína. +Leia também: Abri uma pizzaria 100% livre de glúten porque meu filho tem doença celíaca
A precaução, porém, nem sempre é tomada adequadamente em lugares que não são especializados em menus para pessoas com restrição alimentar, podendo gerar crises inesperadas em pessoas com a condição.