Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, na terça-feira (16), a ampliação de uso do medicamento ustequinumabe para o tratamento da colite ulcerativa. O fármaco, também conhecido pelo nome comercial de Stelara, agora poderá ser empregado no tratamento pediátrico, para crianças a partir de 6 anos que convivem com a doença. Um anticorpo monoclonal, o Stelara também já tinha aprovação para uso adulto e pediátrico no tratamento da doença de Crohn.
O ustequinumabe já tinha indicação para pacientes adultos com colite ulcerativa ativa classificada como moderada a grave, que não respondem adequadamente aos tratamentos convencionais ou têm contraindicações para essas terapias. A partir de agora, essa indicação é ampliada para abarcar também pacientes pediátricos a partir de 6 anos com colite ulcerativa ativa moderada a grave e sem avanços ou possibilidade de tratar com as terapias típicas. No caso da doença de Crohn, o Stelara é indicado para pacientes adultos e pediátricos que têm o quadro classificado como moderado a grave e não respondem adequadamente ou têm contraindicações para as terapias convencionais. Aqui, há uma diferença em relação à idade mínima quando comparado à colite ulcerativa: para o Crohn, o ustequinumabe já estava autorizado inclusive em crianças a partir dos 2 anos.
A colite ulcerativa é uma doença inflamatória intestinal crônica caracterizada pela formação de úlceras na mucosa do cólon, daí o nome. Com origem genética, a condição não tem cura, mas pode alternar períodos de agravamento dos sintomas com longas fases de remissão. Tratamentos como o feito com o Stelara ajudam a controlar e minimizar as crises. O quadro provoca desconfortos físicos e quadros de diarreia persistente, que com frequência é acompanhada de sangue, pus ou muco nas fezes em função da presença das úlceras.
Na população pediátrica, o quadro é particularmente preocupante, pois a inflamação intestinal pode afetar a absorção de nutrientes e causar déficits que prejudicam o crescimento e o pleno desenvolvimento saudável da criança.