Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril. Você sabe medir o quão intensa foi a atividade física que acabou de terminar? Para responder a essa pergunta com uma maior precisão, é possível acompanhar a frequência cardíaca, especialmente com base nas chamadas zonas de frequência cardíaca. De maneira geral, essas zonas indicam o quanto o coração está trabalhando para bombear sangue e atender às demandas do exercício realizado.

Elas funcionam como uma forma prática (e personalizada) de medir a intensidade do esforço, mostrando o quanto o coração, os pulmões e os músculos estão sendo exigidos durante a atividade física. Não é incomum encontrar, por exemplo, em academias, equipamentos como esteiras, bicicletas ergométricas ou elípticos com sensores de batimentos cardíacos. Além disso, relógios esportivos e monitores cardíacos também podem acompanhar a frequência dos batimentos e indicar em qual zona a pessoa se encontra. Dessa forma, quando há uma meta definida para o treino – como emagrecimento, melhora da saúde cardiovascular ou ganho de desempenho – é possível comparar a taxa de esforço percebido com a zona atingida.

Assim, a pessoa consegue avaliar se deve manter, reduzir ou aumentar a intensidade do exercício. As zonas de treino são faixas de intensidade baseadas na frequência cardíaca (FC) ou no esforço percebido. Cada uma delas corresponde a diferentes adaptações fisiológicas, pois estimula sistemas energéticos específicos e produz efeitos distintos no organismo. Cada uma das cinco zonas de frequência cardíaca é calculada com base em uma porcentagem da frequência cardíaca máxima, ou seja, o maior número de batimentos que o coração pode alcançar em um minuto durante o exercício.

Quanto maior o esforço, mais alta será a zona atingida – contudo, esse número varia de pessoa para pessoa, conforme idade, nível de condicionamento físico e outros fatores individuais. A seguir, veja quais são as cinco zonas e seus principais objetivos no treinamento. A Zona 1 corresponde a uma intensidade baixa, entre 50% e 60% da frequência cardíaca máxima, momento em que o esforço ainda é leve, quase imperceptível. Aqui, o principal objetivo é favorecer a recuperação ativa, melhorar a circulação e auxiliar na mobilização do lactato.

Ela pode ser usada no início da sessão, como parte de um aquecimento suave, ou ao final do treino, no desaquecimento. Também é indicada para atividades leves, como caminhadas tranquilas, alongamentos dinâmicos e treinos muito fáceis, especialmente em dias de recuperação. A segunda zona, por sua vez, corresponde a uma intensidade moderada, entre 60% e 70% da FC máxima. Associada ao desenvolvimento da capacidade aeróbica, à melhora da base cardiovascular e ao uso de gordura como fonte de energia, essa faixa pode ser uma aliada para quem busca perder peso.

Para iniciantes, ela permite manter o ritmo em um nível confortável, sem perda rápida de fôlego. Além disso, ainda pode ser indicada para quem deseja ganhar resistência, melhorar o condicionamento geral e sustentar exercícios mais longos. Essa faixa corresponde a uma intensidade moderada ou alta, entre 70% e 80% da frequência cardíaca máxima, onde o esforço já se torna mais perceptível: a respiração aumenta e a conversa fica limitada a frases curtas. O treino é indicado para quem tem como objetivo melhorar a eficiência aeróbica e permitir a manutenção de ritmos mais fortes por mais tempo, como em corridas realizadas em um ritmo confortável, porém desafiador.

Apesar dos benefícios, é importante evitar sessões contínuas muito longas nessa intensidade, já que o esforço pode gerar maior desgaste. Considerada uma faixa de alta intensidade, entre 80% e 90% da FC, essa zona está relacionada ao limiar anaeróbio, ponto em que o corpo começa a ter mais dificuldade para suprir a demanda de oxigênio dos músculos. Nessa faixa, a sensação de esforço é elevada, a respiração fica intensa e a conversa se limita a palavras isoladas. A fadiga também aparece com maior rapidez, o que torna esse tipo de treino mais exigente.

A Zona 4 costuma ser utilizada em treinos intervalados ou esforços curtos e repetidos, com foco em ganhos de velocidade, potência e performance: pode ser bastante eficaz, por exemplo, para corredores que desejam reduzir o tempo em provas de 10 km ou melhorar o desempenho em ritmos mais fortes. Por fim, a zona 5 é a faixa de intensidade máxima (ou quase máxima), entre 90% e 100% da frequência cardíaca máxima. Por exigir muito do organismo, deve ser usada com cuidado e, em geral, apenas em estímulos curtos, como repetições de 15 segundos a no máximo 2 minutos, intercalados com momentos de descanso. O principal objetivo dessa zona é desenvolver potência anaeróbica, velocidade, economia de corrida e capacidade de realizar esforços muito intensos.

Não à toa, ela costuma aparecer em treinos específicos ou situações competitivas. Como o desgaste é alto, a faixa não deve ser usada de forma indiscriminada. A recomendação é que esse tipo de estímulo respeite o nível de condicionamento, o tempo adequado de recuperação e, sempre que necessário, conte com orientação profissional e avaliação médica.